Grade da Formação

1) Fundamentos da Psicanálise

No módulo “Fundamentos da Psicanálise” vocês serão introduzidos a conceitos base para a compreensão da teoria psicanalítica, conhecerá sua origem e suas ramificações, e consequentemente explorará os objetivos de um tratamento analítico.  Além disso, será apresentada algumas características esperadas de um terapeuta para a execução da psicanálise.


2) O Processo do Self

A palavra “Self” pode ser definida como a totalidade de nossa manifestação humana, mais especificamente, a união de nossos aspectos inconscientes com nossa razão consciente, buscando uma abrangência maior do “Si Mesmo”. Uma viagem para dentro de si mesmo! É isso que este módulo tem o intento de produzir em cada um dos alunos. E é o percorrer desta viagem que determinará a qualidade de nosso trabalho como analistas, o quanto mais profundos formos em nosso próprio funcionamento, mais profundo iremos naqueles que prestaremos auxílio.

Temas muito importantes para a busca de uma vida mais saudável e mais consciente serão abarcados. É um caminho rumo as nossas verdades. Uma reflexão sobre nosso papel no mundo, e sobre como tratamos a nós mesmos e outros que nos acompanham. Vamos juntos?


3) Funcionamento Psíquico

Onde está o Inconsciente? No nosso cérebro? Muitos pesquisadores ao longo procuraram encontrar dentro da nossa cabeça a origem do nosso funcionamento mental, porém não obtiveram muitos resultados. 

Psique, palavra de origem grega que pode ser traduzida por “sopro, respiração” e a conectaram com o que foi entendido como a essência espiritual do homem, a nossa “Alma”. Religiosos, sacerdotes, curandeiros, médicos e cientistas buscaram, e ainda buscam explicações para essa consciência que nos habita, e nos diferencia de outros animais. 

Com a psicanálise, esse desenvolvimento não foi diferente, observando seus pacientes e suas manifestações, Freud se pôs a estruturar o que chamou de “Aparelho Psíquico”. Um espaço mental único para cada pessoa, composto por lugares, habitantes e sistemas que interagem entre si, gerando todos os fenômenos psíquicos que influenciam nosso comportamento, e quando em desarmonia, produzem os nossos sintomas.

Nesse módulo nós estudaremos como este espaço mental é constituído e como ele atua em nós e em nossos pacientes. Será uma importante jornada para dentro de nosso funcionamento mental!


4) Teorias Psicanalíticas

Há mais de 100 anos, Sigmund Freud fundou uma prática clínica destinada a cura e ao tratamento do que ele denominava afecções nervosas. Alguns dominados por dores e manifestações corporais sem explicação médica, outros sobrecarregados por pensamentos desconcertantes, que os impeliam a se comportar de forma involuntária, causando muito sofrimento. Freud também se deparava com casos em que um medo infundado surgia na vida de um indivíduo, o impedindo de manter uma vida saudável. Observando tais manifestações, ele se pôs a pesquisar as possíveis causas psíquicas de tais fenômenos. 

Freud deu início a sua jornada pela hipnose, mas com o tempo e a experiência, formulou um novo método, livre da sugestão hipnótico. Surge daí, a Associação Livre, onde por meio das palavras ditas livremente, a cura poderá advir. 

Com o passar do tempo, e com a expansão da psicanálise, novos modos de sofrimento foram descobertos. O pensamento mudou, a abrangência da psicanálise atingiu novas culturas e nações, a tecnologia se desenvolveu depressa, e assim, transformações ocorreram entre os indivíduos. 

Perante a tantas mudanças, psicanalistas se colocaram a complementar o pensamento freudiano para que abrangesse outros campos de atuação clínica. Nesse meio encontramos autores como Ferenczi, contemporâneo de Freud, Melanie Klein, Jung, Winiccott, Lacan, com o seu famoso “Retorno a Freud” entre outros importantes nomes.

Neste módulo, portanto, estudaremos as principais contribuições dos grandes teóricos da psicanálise que estão presentes em nosso curso e em nossa prática clínica. Observaremos suas semelhanças e diferenças, e o que caracteriza o modo de pensar particular de cada autor.

Seja bem-vindo a essa linda jornada histórica de Freud ao pensamento contemporâneo, que conserva com muito carinho as descobertas do pai da psicanálise!


5) Metapsicologia & Fases Psicossexuais

O que é Metapsicologia? 

Freud a determinou como o modelo peculiar de pensamento que o psicanalista se utiliza para embasar prática clínica. Portanto, nos aprofundaremos em conceitos fundamentais que nos auxiliarão a trabalhar com a teoria psicanalítica, como Pulsão, Sexualidade, Narcisismo, o Inconsciente e sua Estruturação, entre outros.

O inconsciente e também a nossa personalidade, não nasceram prontos. Eles foram construídos e organizados a partir das primeiras experiências infantis com os seus cuidadores e o ambienta que a rodeia. É através destas relações que se dá o nascimento do Eu, com elas que aprendemos e nos constituímos.

Freud em sua teoria, formulou essa construção através de estágios, que chamou de Fases Psicossexuais, onde em cada fase, necessidades diferentes são postas em ação em busca de satisfação e acolhimento, questões chave para o desenvolvimento maturacional saudável. É aqui que também encontramos a presença de falhas ambientais que marcaram a vida de uma pessoa, podendo levá-la a algumas dificuldades em vários âmbitos, tanto na vida infantil como na adulta.

Esse é um dos raciocínios base para a compreensão deste módulo, vamos estudar?

6) Interpretação dos Sonhos

Podemos dizer sem sombra de dúvidas que a Interpretação dos Sonhos é uma matéria de grande significação para todos os estudiosos de Psicanálise.

Sua importância não decorre somente pelo conteúdo apresentado, mas também possui um caráter histórico já que em 1900 Freud publicou seu livro “A Interpretação dos Sonhos”,  que deixou profundas marcas na cultura ocidental, revelando que o homem não é o centro de sua própria consciência, e que somos dominados por pulsões e anseios conscientes.

O sonho é a via régia para o inconsciente! Assim descreveu Freud, e isto que estudaremos nesse módulo! 

7) Estados de Emergência do Ego

Na vida humana, muitas vezes podemos nos deparar com determinadas situações que podem exigir muito de nossa capacidade emocional, e nem sempre possuímos arcabouço para lidar com elas de forma adequada.

No módulo Estados de Emergência do Ego vamos estudar alguns aspectos destes estados que podem assolar os indivíduos, como a depressão, que podemos dizer que é uma das principais patologias que acompanham nossa contemporaneidade, junto com as tendências suicidas, que também acompanharemos neste módulo.

E para complementar, estudaremos a dinâmica dos transtornos bipolares segundo a visão psicanalítica.

8) Recursos Terapêuticos

Este módulo abordará termas diversos dentro de um tratamento psicoterapêutico, servindo-nos como recurso de trabalho, e expansão de nossos estudos. 

Aqui traremos aulas sobre textos e artigos psicanalíticos, obras de literatura em geral, filosofias religiosas e idealistas, temas sobre a atuação do homem na contemporaneidade, entre outros saberes, necessários para a formação de um analista cada vez mais próximo da subjetividade de sua época.

9) Psicodinâmicas

Psicodinâmica é o estudo e teorização sistemáticos das forças psicológicas que agem sobre o comportamento humano, enfatizando a interação entre as motivações consciente e inconsciente. Podemos dizer que a psicanálise é uma terapia psicodinâmica, já que em seu estudo é embasado em uma teoria que inclui processos psíquicos internos que interagem entre si e o mundo.

Seguindo este raciocínio, neste módulo abordaremos diferentes temas que englobam a psicodinâmica: Psicoterapia Breve, Psicoterapia de Grupo, Psicoterapia de Idosos e Psicoterapia do Casal. Cada um destes temas aborda conceitos e pensamentos distintos, que auxiliará em nosso processo de formação psicanalítica, abrindo os leques de nossa escuta, e nos tornando familiarizados com determinados pontos necessários para a vida humana: O Amor, o envelhecer, o pertencimento há um grupo, entre outros temas.

10) Complexo de Édipo

Édipo é um personagem de um mito, que pela previsão dos oráculos foi destinado a um fim trágico: matar o seu pai, e se casar com sua mãe. É claro que este um mito complexo, de uma história muito mais abrangente que estas breves palavras, porém, por qual motivo Sigmund Freud optou por utilizar esse mito para se referir as motivações e anseios humanas? 

 O Complexo de Édipo desempenha papel fundamental na estruturação da personalidade e na orientação do desejo e da sexualidade humana. E isso tudo só pode ser desenvolvido no contato da criança com seus cuidadores. Tal contato produzirá uma espécie de modelo matriz para nossas buscas, designando o nosso “destino”.

Amados ou não, cuidados ou rejeitados, a psicanálise nos traz para dentro de um mito, um mito pessoal, composto por heróis e vilões que determinarão a qualidade de nossas relações e as razões de nossas escolhas. Compreender tais processos é poder assumir a nossa própria história, e qual o papel dos outros nesta peça. 

O Complexo de Édipo é uma história de amor e ódio. Do que sua história é composta? Vamos conhecer?


11) Neuroses

O termo “neurose” é uma palavra que surge dentro dos meios médicos, mas que atualmente está presente dentro dos ditos populares, referindo a pessoas ou comportamentos ditos problemáticos e com um quê de extravagancia.

Neste módulo nos aprofundaremos na origem deste termo, e como a psicanálise de Freud e dos pós-freudianos descreveram e trataram estes fenômenos. Compreenderemos o que é neurose, as diferentes estruturas existentes dentro dela, seus efeitos dentro dos relacionamentos humanos, e como propiciar um tratamento adequado para esta afecção, que podemos dizer, está presente na grande maioria de nós.

12) Psicoses

Durante muito tempo na história da humanidade as psicoses se coloram como um problema de difícil solução. Aqui estamos falando de estados de mente, que podemos chamar de limite, entre a realidade e o delírio.

No começo da Psicanálise este era um tema que intrigava Freud, chegando até mesmo dizer que a psicanálise pouco alcançaria conclusões sobre este tema. Mas com os pós-freudianos – Jacques Lacan principalmente – isso mudou, eles passaram a compreender a estrutura com um pouco mais de detalhamento, revelando que nestes casos, os limites da linguagem estavam em jogo, já que o que nos mantém conectados a este mundo é a linguagem em comum que nos liga a “realidade”. Nas psicoses a dinâmica é um pouco diferente, a linguagem é outra, e isto que estudaremos neste módulo.

Em conjunto com este tema também abordaremos o tema da Psicopatia e os estados Borderline, ambos com suas particularidades.

Bons estudos!

13) Sexualidade & Perversões

Sexualidade no senso comum refere-se ao que podemos chamar de desejo sexual, erótico, ou seja, aplica-se as relações amorosas de caráter genital. Já em psicanálise, desde a sua criação por Sigmund Freud, este termo acabou tomando outras vias de compreensão, abarcando a totalidade da busca de prazer que o ser humano tanto almeja em suas relações. Aqui é o campo das relações afetivas, o campo do amor, independente da área na qual ele atue, desde a infância até a fase adulta, e as relações sexuais genitais, veremos que são apenas uma parte das manifestações da sexualidade humana.

Ao mesmo tempo, trataremos sobre o mecanismo da Perversão, que desde o início da psicanálise foi organizada como um tipo de estrutura de organização da personalidade, onde a marca do sexual se mostra extravagante, e causa repulsa e curiosidade por parte das pessoas que ousam escutar e falar sobre o assunto.

Aproveite este módulo, e vamos conhecer o que a psicanálise compreende sobre este tema tão rico, e que faz parte de nossas vidas e de nossos futuros pacientes.

14) Abordagens Específicas

Neste módulo, nos aprofundaremos sobre o livro de um psicoterapeuta chamado Irvin D. Yalom, que julgamos essencial para os alunos que irão iniciar uma prática clínica com psicanálise.

Como diz o subtítulo destinado a jovens terapeutas "Os Desafios da Terapia" é uma reunião de recomendações que abrange muitos aspectos do atendimento psicoterápico individual e algumas questões referentes às terapias de grupo. Sem se aprofundar nos temas Irvin Yalom faz entre outros tópicos uma síntese bastante convincente da importância da análise do próprio terapeuta da estrutura da transferência e de como ela reflete as demais relações do paciente das dificuldades mais comuns do atendimento da importância dos atos em contraposição às palavras de como não se devem tomar decisões pelo paciente da importância da análise dos sonhos.


15) Psicossomática

A Psicossomática é uma ciência interdisciplinar, que estuda os efeitos sociais e psicológicos sobre processos corporais.

Podemos dizer que a psicanálise nasce em meio as dores de um corpo, onde não se encontrava nenhuma explicação médica para tais manifestações. Foi quando se observou que por trás de um corpo dolorido, há uma história cheia de contornos, mas que está amordaçada e inibida, mas anseia ser liberta. E pela ausência de palavras que a dor surge, o cansaço, o desanimo.

Neste modulo estudaremos qual a relação entre o corpo e o psiquismo, como essa relação é construída ao longo da vida, e o que podemos entender sobre o processo do surgimento de doenças.


16) Mecanismos de Defesa

Você provavelmente já deve ter ouvido falar sobre o termo defesa, referindo-se alguém, ou até a você mesmo: “Aquele sujeito é muito defendido, vive evitando ser contrariado”, ou você já deve ter se deparado com um ou outro nome, Projeção e Fuga são uns dos mais conhecidos no imaginário popular, e podemos dizer que mesmo com sua disseminação fora dos meios psicanalíticos, conservou-se boa parte do seu significado.

Então qual será a visão que a psicanálise nos traz sobre os Mecanismos de Defesa? É possível não ser uma pessoa defendida? É isso que iremos detalhar ao longo desse estudo, como e por que tais mecanismos se manifestam, e qual sua função no desenvolvimento e na manutenção da nossa personalidade.

17) Anamnese

A anamnese é um conjunto de técnicas para efetuar as perguntas ao seu paciente e o significado terapêutico de cada uma delas, dessa forma você efetuará uma pesquisa psíquica dos processos mentais traçando um método de tratamento centrado em seu paciente. Aqui, vocês compreenderão o que busca o analista quando escuta seus pacientes, e quais os possíveis caminhos para que o processo de análise ocorra de forma gradual e efetiva.


18) Supervisão e Estudos de Casos

Este módulo se mostrará essencial para aqueles que optaram por iniciar uma prática terapêutica com psicanálise. Estudaremos alguns casos, desde os mais fundamentais para o nascimento da psicanálise, até outros que foram simulados para o estabelecimento do pensamento clínico na prática dos estudantes. Juntos acompanharemos casos reais e imaginários, e teceremos perspectivas e direções para o tratamento psicanalítico baseado nas situações que serão estudadas.

Outro ponto fundamental que será introduzido a partir deste estudo, é o início dos estágios supervisionados, destinados aqueles que percorrerão os primeiros passos na clínica psicanalítica. Acompanhados por analistas mais velhos, os alunos irão compartilhar as dúvidas, reflexões e dificuldades que se apresentam em sua prática, buscando clarear o seu caminho em rumo a descoberta do inconsciente daqueles analisados que serão atendidos. 

A Supervisão, além da análise pessoal e estudo teórico, é um ponto fundamental para a formação do analista, sem a qual não haverá a possibilidade de um desenvolvimento adequado com este método de tratamento, que é a psicanálise.

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